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PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO

TÍTULO: INFECÇÃO HOSPITALAR

INTRODUÇÃO: A infecção hospitalar tem sido a causa de risco de vida para os pacientes, de custos elevados, e de demonstrativo de ineficiência dos hospitais. Todas as pessoas, sadias ou doentes, têm na pele e nas cavidades mucosas, um conjunto de micróbios que ai vivem permanentemente e que é chamado de flora microbiana humana.

No nosso corpo também existem armas de defesa que promovem o equilíbrio entre virulência dos micróbios e o organismo atacado. Quando ocorre desequilíbrio entre a virulência e a resistência, os germes produzem a infecção. Se o desequilíbrio ocorrer no ambiente domiciliar, escolar ou no trabalho, a infecção é comunitária;

Infecção Comunitária é a infecção constatada ou em incubação no ato da admissão do paciente, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. É também infecção comunitária a infecção que está associada com complicação ou extensão da infecção já presente na admissão.

Se for adquirida após a admissão do paciente no hospital e se manifestar durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares, é denominada de infecção hospitalar. Representa hoje um grande problema da assistência médica, devido à alta incidência, letalidade significativa, aumento do tempo de internação e do custo total do tratamento dos pacientes. Por esses motivos, o controle da IH além de atender a exigências éticas e legais (portaria 2616/MS), tornou-se também uma necessidade econômica. Atualmente, o termo Infecção Hospitalar esta sendo substituído por Infecções Relacionadas a Assistência a Saúde, devido a sua maior abrangência. Existem três objetivos principais para o programa de controle e prevenção da IH:

- Proteção do paciente;

- Proteção do profissional de saúde;

- Atingir os dois objetivos anteriores de maneira mais custo-efetiva quanto possível

O diagnóstico de infecção hospitalar envolve o uso de alguns critérios técnicos, previamente estabelecidos:

- Observação direta do paciente ou análise de seu prontuário.- Resultados de exames de laboratório.

- Quando não houver evidência clínica ou laboratorial de infecção no momento da internação no hospital, convenciona-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar após 72 horas da admissão no hospital.

- Também são convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos médicos realizados durante esse período.

- Os pacientes transferidos de outro hospital são considerados portadores de infecção hospitalar do seu hospital de origem.

- As infecções de recém-nascidos são hospitalares, com exceção das transmitidas pela placenta ou das associadas a bolsa rota superior a 24 horas.

FATORES PREDISPONENTES

. Pacientes imunodeprimidos

. Lavagem incorreta das mãos, dos profissionais, acompanhantes e visitantes.

. Esterilização deficiente de instrumental cirúrgico.

. Técnicas incorretas e procedimentos invasivos.

. Limpeza deficiente de ambientes, materiais e roupas.

. Alimentos trazidos de fora do hospital.

. Flores e objetos trazidos de fora do hospital.

Baseando-se nesses fatores devemos elaborar ações preventivas, tais como: uso racional de antimicrobiano, controle de esterilização, desinfecção e limpeza, e bloqueio de transmissão pelos profissionais de saúde através da LAVAGEM DAS MÃOS.

Como se Adquire

I - Por procedimentos de risco:

• cirurgias

• sondas vesicais

• cateteres venosos

• cânulas

II - Por fatores de risco para infecção hospitalar:

• idade avançada

• prematuridade

• paciente em terapia intensiva

• diabetes

• câncer

III - Algumas infecções hospitalares são impossíveis de se evitar porque dependem do estado do paciente, mas boa parte delas é prevenível.

Como Evitar

I - Restringir ao mínimo o número de visitas ao paciente. Proibir visita de pessoas portadoras de algum tipo de infecção e fumar no apartamento.

II - Em toda situação que houver necessidade de manusear o paciente, lavar as mãos com sabão ou friccionar com álcool gel/glicerinado, inclusive as visitas.

III - Não usar antibióticos sem prescrição médica.

IV - Não sente na cama do paciente; você poderá se contaminar ou contaminar o paciente, mesmo sem saber.

V - Retire seus anéis, pulseiras e relógios pois facilita a lavagem de mãos e evita que estes se contaminem.

Recém-Nascido

I - Os recém-nascidos deverão ter estes cuidados redobrados, pois as suas infecções, sobretudo de olhos e pele, são na sua totalidade transmitidas nas 48 horas após o manuseio.

II - Evitar o uso nos recém-nascidos de chupetas, brincos e qualquer outro adorno. Usar roupas recentemente lavadas.

III – Incentivar a amamentação pois o leite materno aumenta as defesas do recém-nascido.

IV - No caso de alojamento conjunto, limitar o número de pessoas no apartamento.

V - Evitar manter, no apartamento, flores (transmitem fungos e bactérias), presentes, alimentos e outros objetos desnecessários.

VI - Ao manusear o recém-nascido no apartamento a mãe e o acompanhante devem lavar as mãos e usar o álcool glicerinado.

Referencia Bibliográfica:
ZANON, , Infecções Hospitalares - Prevenção Diagnósticos e Tratamentos - 2000
SCHECHTER , M.; Doenças Infecciosas: Conduta Diagnóstica e Terapêutica - 1998
RODRIGUES, E.A.C.; Infecções Hospitalares: Prevenção e Controle -1999

ELABORADO POR:

Quéssia Heraclita dos Santos
COREN-MG: 6887


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